Ó graciosa lua, eu já relembro
que, há um ano agora, sobre esta montanha
eu vinha todo angústia admirar-te:
e então pendias sobre esta floresta
bem como agora, e toda a iluminavas.
Mas nebuloso e trêmulo do pranto
que me escorria do olho, à minha íris
teu vulto aparecia, que penosa
era-me a vida, e é, não troca o estilo,
minha dileta lua. E a mim me agrada
esta lembrança, e calcular a idade
da minha dor. Oh, como bem ocorre,
no tempo juvenil, pois inda é longo
da vida e breve é da memória o curso,
que nos lembremos das passadas coisas,
conquanto, triste, a lida continue.
Formada em 1989 por Castus Rabensang, Wim e Meister Selbfried, esta banda alemã - atualmente com 8 membros (Ardor vom Venushügel, Castus Rabensang, Patrick der Kalauer, Harmann der Drescher, Hatz, Jordon Finus, Teufel e Wim) - dedica-se à pesquisa da música medieval, tanto de seus aspectos sonoros como de seus intrumentos, e é conhecida por sua abundância de instrumentos exóticos, além de outros elementos que nos remetem ao ambiente medieval.
Dois projetos da banda se destacam: em 1996, o álbumTanzwut, que combina elementos do heavy metal com elementos medievais, acabou ganhando a cena do folk metal, tornando-se um projeto paralelo ao Corvus Corax.
Em 2005, o Corvus Corax inicia um ambicioso projeto, o Cantus Buranus, ópera musical baseada nos carmina burana (textos poéticos dos monges e eruditos errantes do século XIII - os goliardos - encontrados no século XIX, que acredita-se seriam destinados ao canto, alguns deles possuindo indicações de sua música). O Cantus Buranus conta com três CDs: Cantos Buranus, Cantus Buranus II e Cantus Buranus: Das Orgelwerk, este último, segundo o Global Tone, interpretação feita apenas com orgão, dando às músicas uma "atmosfera sagrada, quase etérea".
No prefácio do Cantus Buranus, versa Wolf Kampmann sobre o Corvus Corax: "Claramente em desacordo com o tom definido pela interpretação acadêmica da música medieval, Corvus Corax reproduz o repertório dos séculos XII ao XV a partir da perspectiva do menestrel.(...) Desde a sua formação há 15 anos, Corvus Corax concentrou-se em uma variedade de diferentes peças de Carmina Burana. Ao recompor peças selecionadas da coleção, Corvus Corax supera tempo, espaço e barreiras acústicas e expande, com veemência e paixão, rumo à imensidão infinita de uma música nova e antiga, com um alcance global. Como tapetes voadores, gaitas de foles e charamelas elevam-se acima dos sons clássicos de orquestras sinfônicas para alcançar alturas brilhantes, apoiadas pela bateria poderosa e hipnótica. Coro e grupo vocal fazem essa interação quase evocativa entre mundos sonoros. Instrumentos exóticos - como a maior sanfona do mundo, construída especialmente para este projeto - raptam os nossos sentidos para os reinos mais profundos da imaginação. A interação entre todos esses componentes é esmagadoramente triunfal. Um espetáculo de superlativos, juntamente com uma transformação sem precedentes da vida da Idade Média."
Não bastasse tudo isso, a banda é altamente performática, preocupada com "detalhes" (a meu ver, absolutamente fantásticos e enriquecedores) como figurino e elementos cênicos.
Fundada em 1991 por Christian Marx (guitarra e música) e Michael Knoflach (baixo e letras) e Hannes Richter (bateria), a banda austríaca Dreams of Sanity passou por algumas formações, antes mesmo de gravar o seu primeiro álbum.
Em 1994, já com Sandra Schleret no vocal, a banda grava sua primeira demo.
Em 1996, grava uma segunda demo e assinam contrato com a gravadora Hell of Sermon, de Tilo Wolf.
Em 1997, lança o primeiro álbum, Komödia, inspirado na obra "A Divina Comédia", de Dante Aleghieri. A formação da banda, nesse período, tem
Sandra Schleret - no vocal
Martina Hornbacher - vocal
Christian Marx - na guitarra
Andreas Wildauer - guitarra
Stefan Manges - nos teclados
Michael Knoflach - no baixo
Romed Astner- na bateria
1999. A banda lança seu segundo álbum, o Masquerade, que traz por tema a peça O fantasma da ópera. Na música "The Phantom of the Opera", Sandra Schleret e Tilo Wolf, da banda Lacrimosa, fazem o dueto.
Nesse álbum, o Dreams of Sanity conta com outra formação:
Sandra Schleret - vocal
Andreas Wildauer- guitarra
Christian K. Marx - guitarra
Frederic Heil - teclados
Michael Knoflach - baixo
Harald Obexer - bateria
A banda Lacrimosa, projeto do músico alemão Tilo Wolff, nasceu no ano de 1990.
“Música emocional, fermentada por influências clássicas, com invulgares letras poéticas”, assim está definida a banda na biografia que consta em seu site oficial. Assim é Lacrimosa.
Gothic music, symphonic metal, gothic metal?
Desde o seu surgimento, a banda teve por princípio não se prender a nenhum estilo musical. Liberdade de criação é o elemento principal daquilo que constitui a essência da banda.
Para ter essa liberdade assegurada, já para a produção do primeiro álbum do Lacrimosa, Tilo Wolff criou um selo próprio: o Hall of Sermon.
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Em 1994, Anne Nurmi, musicista finlandesa, tecladista, vocalista soprano e compositora, integra-se ao grupo, tornando-se membro permanente da banda.
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Deutsch
Tilo Wolff sempre priorizou em suas composições a língua alemã, o que, juntamente com outros elementos musicais, conferiu ao Lacrimosa uma sonoridade diferenciada daquela encontrada em muitos trabalhos da cena independente, cuja preferência se dá pela língua inglesa. Entretanto, dentre as letras do grande catálogo de músicas do Lacrimosa pode-se encontrar algumas composições em outros idiomas, como o inglês e o finlandês.
P&B
A grande maioria da arte do material gráfico que envolve o Lacrimosa é concebida em preto e branco, o que lhe dá uma expressividade gótica e clássica.
A ênfase no P&B tornou-se uma espécie de marca da banda, sem, contudo, limitá-la, do mesmo modo que a língua alemã e as sonoridades mais presentes. Assim, é possível encontrar, em meio à predominância do preto e branco, fotografias em tons sépia, ou mesmo coloridas, demarcando mais uma vez o não aprisionamento do Lacrimosa em um estilo único, ainda que se possa perceber uma predominância de certos elementos.
Os cenários construídos ou escolhidos para as fotos, bem como os figurinos de Tilo Wolff e Anne Nurmi são uma obra à parte, constituindo um trabalho artístico de extremo bom gosto e contribuindo para a composição estética do Lacrimosa.